Deu no Blog Opinião
Viciado em sexo e cocaína, Valdiram se trata ao lado de 280 ex-detentos
Atacante se reabilita em sítio onde não é permitido celular, TV e internet. Ele divide quarto com homens que tiveram progressão de pena prisional.
Valdiram bate bola no campo do centro de recuperação (Foto: Fabrício Costa / GLOBOESPORTE.COM)
Por Fabrício Costa e Breno Dines
Nova Iguaçu, RJ
Na última vez em que o Vasco chegou à final da Copa do Brasil, em 2006, um atacante era a sensação do futebol brasileiro. Jogando ao lado de Romário, Valdiram apareceu rapidamente no cenário nacional. E com a mesma velocidade sumiu após ser afastado do elenco na véspera da decisão contra o Flamengo. Na época, a diretoria cruz-maltina alegou que o promissor jogador havia cometido um grave ato de indisciplina, mas não revelou oficialmente qual teria sido o problema. Era o início de uma batalha contra a bebida e as drogas.
- Ele chegou atrasado e embriagado à concentração. Poderia ter nos ajudado na final, mas não se ajudava – lembrou o técnico Renato Gaúcho, que comandava o Vasco.
Cinco anos depois, Valdiram é apenas um dos 280 homens que buscam reabilitação em um sítio em Nova Iguaçu, cidade da Baixada Fluminense. Os gastos com bebida, mulheres e drogas fizeram o atacante perder tudo o que havia conquistado no futebol. Agora, ele tenta um recomeço no Instituto Vida Renovada, braço social de uma igreja evangélica, e divide espaço com traficantes, estupradores e assaltantes. Pessoas de alta periculosidade que tiveram progressão da pena e tentam recomeçar a vida – como o jogador de 28 anos.
Valdiram está há um mês sem ingerir bebida alcoólica e consumir cocaína. Mesmo período em que também pratica abstinência sexual. Ele não tem acesso à internet, teve que abrir mão do telefone celular e, no estagio inicial de tratamento, é proibido de assistir à televisão. Tudo isso para tentar se curar do vício em sexo e em cocaína.
- Tive uma recaída grande porque não estava preparado para a fama. Rapidamente, fiquei famoso. Ganhei muito dinheiro. Mas estava sozinho no Rio de Janeiro. Não tinha ninguém do lado para me orientar. Então, caí no mundo da prostituição e da bebida.
Natural de Canhotinho, interior de Pernambuco, Valdiram revelou que começou a beber cerveja aos 10 anos. Nunca mais conseguiu largar a bebida alcoólica. Mesmo assim, disse ter passado por cerca de 20 clubes ao longo de 15 anos de carreira. O fundo do poço veio de dezembro do ano passado até maio de 2011. Época em que ele admite ter usado diariamente cocaína.
Minha vida foi caindo. Os clubes fecharam as portas. Ninguém me queria. Não conseguia ficar num time 30 dias e já era mandado embora. Tinha alguns amigos em comunidade no Rio e passei a frequentar a casa deles. Foi aqui (no Caju, Zona Norte da cidade) que experimentei. Fiquei usando cocaína por cinco meses, todos os dias – confessou o atleta, que garante não ter lançado mão das drogas no auge da carreira, quando foi artilheiro da Copa do Brasil de 2006 pelo Vasco, com sete gols.
Outro tormento na vida de Valdiram foram as mulheres. A incontrolável compulsão sexual do jogador foi determinante para podar a sua carreira. Quando defendia o CRB, clube que o revelou, foi acusado de estupro. No Vasco, não resistia nem às funcionárias de São Januário. A ponto de ser chamado atenção pela diretoria cruz-maltina. Mas a situação se complicou de vez no Central-PE, no início deste ano.
Não conseguia ficar um dia sem mulher “Valdiram- Eu morava em um hotel, no centro da cidade de Caruaru. Chamei quatro mulheres para lá, bebemos bastante e houve aquele escândalo. Ligaram para o presidente do clube, e ele chegou no momento em que as mulheres saíram correndo nuas pelos corredores. Éramos quatro jogadores, mas, como eu tinha um passado ruim, acabei sendo dispensado – lembrou o atleta, que chegou a assinar contrato de dois anos com o Vasco. Porém, ficou metade desse tempo por não se entender com o técnico Renato Gaúcho – a quem hoje considera um pai.
Valdiram foi casado até 2009. De lá para cá, separou-se e vive distante dos filhos Letícia, de 7 anos, e Valdiram Júnior, de 4. Considera a ex-mulher uma das melhores amigas, e, por isso, arrepende-se de não ter sido um marido fiel. O rompimento o fez cair em depressão. O motivo da queda? O jogador tinha como hobby sair com rainhas de bateria das escolas de samba do Rio de Janeiro.
- Não conseguia ficar um dia sem mulher.
Do dinheiro que ganhou no Vasco, ele comprou uma casa para os pais, para a tia que o criou até os 15 anos e presenteou cada uma das três irmãs com um imóvel em Canhotinho, cidade do interior de Pernambuco. Também tem um carro em seu nome, mas aos cuidados dos parentes na mesma cidade.
- Ajudei mais a minha família do que a mim mesmo – reconheceu.
Recomeço depois de vicio em cocaína pode acontecer no Duque de Caxias
Treinando há uma semana no Duque de Caxias, o atacante deve assinar contrato com o clube da Baixada Fluminense para disputar a Segundona. Enquanto isso, ele não consegue se desvencilhar do Vasco. Prefere lembrar os momentos de alegria no Gigante da Colina. Chora copiosamente ao recordar de uma cena comum nos estádios. No entanto, inesquecível para quem não soube administrar o sucesso repentino no futebol.
- Não me esqueço de um Vasco x Internacional, pelo Campeonato Brasileiro de 2006. Minha filha entrou em campo comigo no colo, ao redor também havia muitas crianças. Tiraram uma foto daquele momento e meus pais fizeram um pôster. Toda vez que vou a Recife, me emociono ao ver essa imagem. O demônio roubou o meu dinheiro, mas não levou a minha alma – disse, em meio às lágrimas.
Atualmente, Valdiram vai a presídios contar a sua história de vida. O “traje boleiro” deu lugar ao estilo esporte fino. O jogador só comparece aos treinos do Duque de Caxias, no estádio do Tigres, em Xerém, vestido de terno e com a bíblia debaixo dos braços. Um funcionário do centro de reabilitação o leva e traz para que não ocorram atrasos.
- Ele não queria ficar na igreja porque ia ter que dormir com pessoas que já tinham matado e roubado. Sequestradores, traficantes e estupradores que estavam ali do lado. Ele me contou depois que, na hora de dormir, ficou preocupado, olhando de um lado para o outro. Acabou passando a noite com pessoas que pegaram sete, oito e até 20 anos de cadeia. Ficou impressionado com o currículo delas. No dia seguinte, quando o Valdiram foi ao meu gabinete, oramos juntos – disse o pastor Marcos Pereira, líder da instituição.
Após um mês de tratamento espiritual, o jogador apresenta outra fisionomia. Pelo menos é o que garante a cantora gospel Nívea Silva, filha do líder da igreja.
- Ele chegou aqui acabado. Ganhou 8kg em 30 dias e agora vai ter que emagrecer para voltar a jogar – entregou a jovem, em meio às gargalhadas
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Novidades na Red

Padres gays, orgias e filhos clandestinos
O fenômeno da sexualidade na Igreja Católica, segundo o autor, é gigantesco e complexo. Fazem parte desse mundo os padres gays que optam por uma vida dupla; os sacerdotes que se relacionam com mulheres clandestinamente; e mesmo os filhos desses relacionamentos, que são abortados, escondidos ou privados de um pai pela vida inteira, para que se evite escândalos. “Entre os sacerdotes que não respeitam a castidade, há muitos que têm uma verdadeira vida paralela, uma companhia fixa com a qual não apenas fazem sexo, mas com quem vivem uma vida escondida, como marido e mulher”, afirmou Abbate, em uma entrevista exclusiva ao UOL Notícias.
O jornalista conta que a investigação, nascida de uma reportagem publicada na revista italiana Panorama, terminou como um extenso mergulho nesse mundo, munido de uma câmera escondida para garantir “provas sobre aquilo que iria contar”. E apesar de ter seu foco em Roma, Abbate garante que o cenário que ele descreve não está restrito ao núcleo do Vaticano. “Da Alemanha à França, da Espanha à Irlanda, da Suíça à Áustria, da Polônia à África, da América Latina aos Estados Unidos e ao Canadá. Acontece a mesma coisa em toda parte do mundo”, afirma.
Procurada pela reportagem, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disse que não tinha conhecimento do livro e por isso não poderia comentar os temas citados. Acompanhe abaixo os principais trechos da entrevista.
Em seu livro, o senhor denuncia vários casos de padres que têm uma vida religiosa tradicional ao mesmo tempo em que também exercem sua sexualidade. Como o senhor fez a investigação para chegar a essas histórias? Qual era o seu objetivo em publicar o livro?
Realizei a reportagem com uma câmera escondida, isso com o objetivo de ter provas sobre aquilo que iria contar. O objetivo do meu trabalho é trazer à tona a vida escondida de grande parte do clero católico, como padres que têm uma vida sexual secreta, tanto homossexuais quanto heterossexuais. Há padres que têm uma companhia fixa e até mesmo filhos. E me choca especialmente a atitude da alta hierarquia eclesiástica, o comportamento dos bispos, quando tomam conhecimento das relações secretas dos religiosos, as tentativas de convencer as mulheres a abortarem, dar o filho para adoção, os contratos que garantem o sustento e compram o silêncio das mães com relação à identidade dos pais dessas crianças.
O senhor diz que o Vaticano conhece a questão dos padres gays e mesmo dos abortos. Quais são as verdadeiras dimensões do fenômeno?
Coletar dados para dimensionar o fenômeno é uma tarefa difícil. Difícil porque, como é óbvio, não há estudos e tabelas oficiais, é preciso se contentar com estimativas parciais, que não têm a pretensão de trazer a verdade científica, mas que podem ajudar a entender quão grande é o terreno sobre o qual caminhamos. As tentativas mais articuladas vêm dos Estados Unidos. Segundo vários estudos do psiquiatra Richard Sipe, ex-monge beneditino e ex-sacerdote, 25% dos padres americanos tiveram relações com mulheres depois da ordenação. Outros 20% estiveram envolvidos em relações homossexuais ou se identificam como homossexuais ou se sentiram em conflito com essa questão.
No Brasil, o Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris) realizou uma pesquisa anônima com 758 padres católicos: 41% admitiram ter tido relações sexuais. Metade se diz contrária ao celibato.
Vamos à Europa. Eugene Drewermann, escritor, crítico, teólogo e ex-padre, afirma que na Alemanha, em um total de 18 mil sacerdotes, pelo menos seis mil vivem com uma mulher.
O jornal The Guardian fala de milhares de casos de filhos de padres católicos no Reino Unido. Segundo Pat Buckley, bispo irlandês que fundou um grupo de apoio para amantes de padres, pelo menos 500 mulheres na Irlanda têm uma relação com um padre católico.
E na Itália? Nada de nada. Ninguém nunca tentou esboçar qualquer levantamento. E tente entrar em contato com os psiquiatras que acompanham os casos mais difíceis de padres envolvidos em affairessexuais. Evitam você como se fosse a peste.
Então seria possível afirmar que esse é um fenômeno presente no mundo inteiro?
Da Alemanha à França, da Espanha à Irlanda, da Suíça à Áustria, da Polônia à África, da América Latina aos Estados Unidos e ao Canadá. Acontece a mesma coisa em toda parte do mundo, não só em Roma e nas vizinhanças do Vaticano.
O seu livro conta de padres que procuram espaços para expressar a sexualidade, seja em bares, seja na internet, com perfis secretos no Facebook nos quais assumem a homossexualidade, mas que ao mesmo tempo não desejam abandonar a vida religiosa. Depois de tudo que o senhor conheceu, como vê exigência do celibato?
O celibato não funciona, é óbvio. Nunca funcionou. O sexo é onipresente. Estão envolvidos nesses casos não só padres, mas bispos e cardeais. A cultura do sigilo que permeia a Igreja existe há milênios, ditada pelos eclesiásticos. Os eclesiásticos são um círculo restrito que controla toda a igreja e detém todo o poder, e o poder exige um nível de sigilo. O resto do mundo que fique na ignorância.
O Vaticano nega os casos? Como reage a Igreja?
Para o Vaticano, o centro do problema é o escândalo, não o pecado individual. Porque o escândalo vai além da questão individual e alcança a instituição, alimenta uma série de dúvidas fortes sobre quem é envolvido. O escândalo coloca o problema de uma Igreja que mantém a seu serviço aqueles que não cumprem com sua missão universal, aqueles que traem essa missão. Em resumo, o escândalo afugenta os fiéis da Igreja.
Durante o tempo em que estive envolvido com essa questão, entendi uma coisa: a Igreja não quer problemas. O respeito aos pobres fiéis ingênuos, salvo raríssimas exceções, é fator secundário. Muito diligente nas declarações de princípio, muito hipócrita nas questões práticas: esta é hierarquia vaticana. Esta é a Igreja de Roma. Seu primeiro mandamento é salvaguardar sua espécie, uma espécie a caminho da extinção.
(UOL Notícias)
Nota: Existe, sim, o dom do celibato e alguns personagens bíblicos foram celibatários. Mas é um erro querer impor esse estilo de vida a todas as pessoas, indiscriminadamente. A Bíblia recomenda que os líderes espirituais tenham uma esposa e lhe sejam fieis (o próprio Pedro, suposto “primeiro papa”, era casado). Logo na criação do mundo, antes de trazer a mulher à existência, Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2:18). Esse é o pleno de Deus. Fugir disso por conveniência ou quaisquer outros motivos, sempre traz problemas.[MB]
Casal de negros dá à luz filho branco
Francis concluiu relatando que nunca houve problemas de infidelidade entre os dois e que sobre as suspeitas que irão acontecer ele não se importa. “Eu sei que vai existir quem diga que minha mulher teve um caso, mas eu confio nela completamente e sei que isso não aconteceu. Mesmo se ela tivesse se envolvido com um homem branco, o bebê nasceria mestiço, com os cabelos pretos, por exemplo, e não lisos e loiros como os de Daniel”, frisou.
O casal já tem um menino de dois anos, Seth, cujas características refletem a ascendência africana. Nenhum teste foi feito em Daniel para comprovar que ele seja realmente filho de Francis.
(O Dia Online)
Nota: Digna de nota a reação dos pais. O amor e a fidelidade deles sobrepuja a desconfiança alheia. Se for confirmada a mutação (e que outra explicação haveria, nesse caso?), possivelmente isso ajudará a entender como pode ocorrer diversificação étnica em pouquíssimo tempo. Bastaria que algum (ou alguns) descendentes de Noé sofresse uma “ligeira mutação” como a do filho de Francis e Arlette, que esse gene modificado fosse legado aos descendentes e houvesse algum tipo de isolamento geográfico que preservasse a característica, para termos uma nova população humana com suas peculiaridades. Na verdade, é até possível que a família de Noé (filhos e noras) já tivesse algum tipo de variação como a cor da pele e/ou do cabelo.[MB]
Indignado com o mal, Jabor ataca Deus
A Folha de S. Paulo do dia 8 de abril informou que a mãe adotiva de Wellington, já falecida, era testemunha de Jeová. Numa carta escrita antes de cometer o crime, Wellington registrou: “Preciso de visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez, preciso que ele ore diante de minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo que eu fiz rogando para que na sua vinda Jesus me desperte do sono da morte para a vida eterna.” Além disso, o rapaz também lia o Alcorão.
Infelizmente, Wellington não é o único que sofre com problemas de “quebra de realidade”. Há aqueles que, mesmo não aparentando psicose, distorcem a realidade a seu bel-prazer. Parece que esse é o caso de Jabor (pelo menos nesse comentário apressado e infeliz). Já li textos bons e lúcidos do cineasta, mas essa crítica me atingiu, sim, pois sou religioso, creio em Deus e não me vi refletido na crônica dele. Vi, sim, a caricatura de uma religiosidade que parece irritar o comentarista global – e que irrita a mim também, tanto quanto a crítica infundada e injusta.
Se eu quisesse ser injusto com ateus como ele, lembraria (porque a mídia secular parece esquecer) que, segundo O Livro Negro do Comunismo, os regimes comunistas ateus foram responsáveis por mais de 100 milhões de mortes, muito mais do que as mortes causadas pela Inquisição e pelas Cruzadas juntas. Mas não quero descer o nível como fez meu colega de profissão, porque sei que nem todos os ateus e comunistas são assassinos e entendo que o fundamentalismo fanático pode acometer religiosos e políticos, entre outros.
Também não desejo ser injusto com os ateus darwinistas, ao lembrar as memórias de Traudl Junge, secretária de Hitler durante a 2ª Guerra. Ela relata no livro Até o Fim suas impressões a respeito do Führer enquanto conviveu com ele e seus colaboradores na “Toca do Lobo”, como era chamado o quartel-general nazista. Num dos trechos do livro, Traudl revela a filosofia de vida e o relacionamento de Hitler com a religião:
“[Hitler] não tinha qualquer ligação religiosa; achava que as religiões cristãs eram mecanismos hipócritas e ardilosos para apanhar incautos. Sua religião eram as leis da natureza. Conseguia subordinar seu violento dogma mais facilmente a elas do que aos ensinamentos cristãos de amor ao próximo e ao inimigo. ‘A ciência ainda não chegou a uma conclusão sobre a raiz que determina a espécie humana. Somos provavelmente o estagio mais desenvolvido de algum mamífero, que se desenvolveu do réptil a mamífero, talvez do macaco ao homem. Somos um membro da criação e filhos da natureza, e para nós valem as mesmas leis que para todos os seres vivos. Na natureza a lei da guerra vale desde o começo. Todo aquele que não consegue viver, e que é fraco, é exterminado. Só o ser humano e, principalmente, a Igreja têm por objetivo manter vivos artificialmente o fraco, o que não tem condições de viver e aquele que não tem valor” (p. 104).
Por que Jabor et al não focalizam o exemplo do fundador do cristianismo, Jesus Cristo, que deu a vida para salvar a de muitos outros? Ou mesmo o exemplo de Francisco de Assis, Madre Teresa de Calcutá e tantas outras pessoas que revelaram o verdadeiro amor desinteressado motivado pela fé?
O mal não presta e nunca foi plano de Deus que existisse. Mas já que passou a existir, Ele usa as consequências dele para um bem maior. Quando contemplamos a providência de Deus na história, torna-se evidente quão impossível é, para nós, observadores limitados, especular sobre a probabilidade de Deus ter as razões moralmente suficientes para os males que vemos. E mais: tenho certeza de que, quando chegarmos ao outro lado da eternidade, ao olhar para o passado de forma “panorâmica”, vamos entender as razões de Deus e aprovar a maneira como Ele conduziu nossa vida a fim de nos fazer chegar ali.
Ao tratar dos conceitos de bem e mal, inevitavelmente estamos falando de uma ordem moral. Mas quem decide o que é certo e errado? Se não existe moral objetiva e um ponto de referência superior para essa moralidade, que eu e muita gente cremos ser Deus, o que havia de errado, por exemplo, no que Hitler fez? Por que considerar a pedofilia e o estupro moralmente errados? É como se os ateus que se baseiam no argumento da dor e do mal para refutar a ideia de Deus estivessem nos dizendo: “Não existem sistemas morais atuando neste mundo, mas vejo coisas moralmente condenáveis.” Em algumas culturas, as pessoas amam ao próximo. Em outras, elas o devoram. O que você prefere?
Quando ateus como Jabor fazem juízos de valor, estão, na verdade, recorrendo sem saber à lei de Deus gravada no coração deles. Não há como explicar como essa intuição relativa à moralidade poderia ter evoluído da matéria bruta. Na verdade, até o amor se torna inexplicável do ponto de vista materialista. Para crer que não existe ordem moral é preciso pressupor o conhecimento de como seria uma ordem moral. Então, por que a opinião de uma pessoa a respeito do que seria uma ordem moral deveria ser melhor que a de outra pessoa?
Jabor está preocupado com os “detalhes”. E, sinto muito dizê-lo, ficará cada vez mais assustado à medida que o fim se aproxima e que o amor vai se esfriando no coração de muita gente.
Dias piores virão, mas, acredite, a culpa não é de Deus. Na verdade, a solução virá dEle. De forma definitiva.
Mãe missionária torce para Maria ganhar
Alicia diz que, por enquanto, não pode contar detalhes da revelação divina, mas promete: “Quando acabar o programa eu vou divulgar exatamente como foi. O Senhor revela aos profetas as coisas antes de acontecerem. Em 13 de janeiro de 2010, um paciente me disse o que ia acontecer. Não posso falar mais. Isso me foi revelado pela minha fé”, explica a mãe de Maria.
Como mãe, Alicia quer o melhor para a filha. E, a exemplo do pai de Wesley, ela também não está lá muito satisfeita com o rumo que o namoro está tomando. Particularmente depois das frases do provável “futuro sogro” de Maria, que, em entrevista ao site de Veja, confessou seu desapontamento com a vida pregressa da “sister”. “A formação dele é diferente da minha, talvez por isso ele não entenda a profissão da Maria. Eu sempre entendi e respeitei, é assim que nossa família procede. A dele não sei”, afirma, pondo uma pedra sobre o assunto.
Alicia só reconhece um trabalho de Maria: o ensaio sensual da filha para aRevista Vip, publicado em 2008. “Foi nu artístico”, esclarece, admitindo que, depois do BBB, Maria deve voltar a posar. “Se a Playboy oferecer um milhão para ela posar e ela quiser aceitar, eu vou apoiar. Quem sou eu para ser contra? É a profissão dela e eu respeito”, avisa.
(Veja)
Nota: Missionários que não conhecem a Bíblia e a religião que dizem defender (no caso, o cristianismo) dão péssimo testemunho da fé e denigrem a mensagem cristã. Com a visão de mundo que essa mãe possui, não admira que a filha tenha enveredado por caminhos tortuosos. Evidentemente que ela tem que aceitar as decisões da filha maior, mas jamais deveria apoiá-la nisso, visto que o caminho da licenciosidade sempre traz tristes consequências para as pessoas. Como missionária cristã, Alicia deveria saber disso. Em lugar dela, eu diria (para Maria) que amo minha filha incondicionalmente, não aprovaria a conduta dela e oraria todos os dias para que ela se arrependesse da vida vazia, materialista e pervertida que escolheu. Uma mãe de verdade (e nem precisa ser missionária) faria isso.[MB]





























